Batendo Bola

José Carlos de Oliveira

jcqueroviver@hotmail.com.br

 

Depois de vencida a primeira batalha, com a vitória de 1 a 0 sobre a URT no último fim de semana, o Guarani se prepara para mais uma importante e decisiva partida no próximo sábado pelo Módulo I, quando vencer é a palavra de ordem, é a única coisa que importa ao time, se é que o Bugre quer realmente se livrar de vez de qualquer risco de rebaixamento.

Na elite

Vencendo o Tombense, por qualquer placar, o Guarani praticamente assegura sua permanência no Módulo I em 2020, e pode até comemorar o feito já no sábado, com uma vitória do Villa Nova sobre a URT (combinada com o triunfo do próprio time) mantendo o Bugre na elite para a próxima temporada.

Mas que ninguém se engane quanto às dificuldades que esperam o time no próximo jogo. Com o Tombense com apenas nove pontos na tabela e também correndo riscos, ele virá a Divinópolis para lutar pela sua sobrevivência, tornando ainda mais dramática a vida do alvirrubro.

Papel da torcida

E é nestas horas que a torcida alvirrubra pode ser e fazer a diferença. No jogo de sábado, cada torcedor tem que estar ciente de seu papel no Farião e da importância de seu apoio para que o Guarani possa se dar bem na guerra que terá pela frente.

E que ninguém duvide disto. Se das arquibancadas vier o apoio que o time tanto clama e precisa, não terá para ninguém, vai dar Bugre na cabeça. É o torcedor ser o 12º jogador e sair para o abraço. 

Comprometimento

E se tem algo que a torcida não pode reclamar é do empenho dos jogadores em campo este ano. Tudo bem que a situação seja dramática e por culpa dos resultados que ainda não vieram, mas o comprometimento do time é algo que salta aos olhos e isto ficou claro no último sábado, quando a maioria deu bem mais que 100% na vitória frente a URT.

Em todas as partidas do estadual, o que não faltou foi garra por parte dos jogadores, que se mataram em campo para buscar os resultados. Se eles não vieram, não foi por falta de luta.

 Missão difícil do Atlético

As duas derrotas em sua arrancada na fase de grupos da Copa Libertadores deixaram o torcedor atleticano com o coração nas mãos e a orelha em pé. Depois de passar, até que com certa tranquilidade, pelas fases preliminares do torneio continental e liderar a fase de classificação do estadual, esperava-se bem mais do time comandado pelo técnico Levir Culpi.

Mas deu-se justamente o contrário, o Galo caiu assustadoramente de produção e as duas derrotas (para Cerro Porteño e Nacional do Uruguai) colocaram em risco todo o trabalho realizado nesta temporada na Cidade do Galo.

Riscos reais

Agora o time está no fio da navalha e corre, sim, muitos riscos de não se classificar para as oitavas de final da Libertadores. São os números que atestam esta verdade e, contra números, é impossível argumentar. E dependendo do resultado do jogo de ontem (o Cerro jogou com o Zamora no Chile à noite, e escrevo a coluna antes), pior ficou a situação para o Atlético, se os chilenos fizeram mesmo valer seu favoritismo.

Dá para o Galo?

O certo é que o Atlético se complicou, mas ainda depende de seus próprios esforços para avançar de fase. Basta vencer os quatro jogos que ainda fará e estará classificado. Mas o difícil será colocar isto na cabeça dos jogadores, mostrando a todos que daqui para frente não há mais margem para erros. É vencer e vencer, simples assim.

Exemplo

Exemplos há de que isto é, sim, possível, mas bem poucos, menos de 10% dos times que ficaram nesta situação na Libertadores conseguiram a proeza de se salvar da ‘barca furada’. O Atlético foi um deles. O time viveu situação semelhante em 2015, quando também era comandado pelo técnico Levir Culpi. O Galo perdeu as duas primeiras partidas na fase de grupos - para o Colo Colo do Chile (2 a 0) e o Atlas do México (1 a 0) -, venceu três das partidas restantes e avançou em segundo lugar em seu grupo, com nove pontos ganhos, sendo eliminado depois pelo Internacional, nas oitavas de final.

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