“Quem não se comunica, se trumbica”

 O velho guerreiro, Chacrinha, apresentador de programas de auditório de grande sucesso de 1950 a 1980, já alertava para uma comunicação de qualidade: "Quem não se comunica, se trumbica!". E, em pleno século 21, o governo Galileu Machado (MDB) não se atinou para isso.

Ora, as eleições de Bolsonaro (PSL) e do deputado Cleitinho Azevedo (PPS) deixaram claríssimo que hoje em dia assessores de prefeito e vereadores não podem ser analfabetos virtuais. O que é isso? Os analfabetos virtuais são aqueles assessores que nada sabem sobre internet, não fazem ideia do que seja. E os analfabetos virtuais funcionais são aqueles que até sabem, mesmo que pouco, mas não aplicam o que sabem, nem buscam entender o porquê, ou como funciona a internet e as plataformas digitais.

 Não se comunicou, trumbicou!

 Por que a maioria dos 200 comissionados não apoiam e divulgam as ações do governo Galileu? Já assessorei vereadores, presidentes da Câmara Municipal, prefeitos, deputados estaduais e federais e até sindicalistas, e sempre valorizei e muito a comunicação e os comunicadores. Por isso, não entendo por que a Administração Galileu Machado ainda não orientou, qualificou as mais de 200 pessoas que ocupam cargos de confiança na prefeitura para defender e divulgar as ações do governo nas redes sociais, depois do expediente de trabalho.

Claro que os mais de 200 comissionados não podem ser obrigados a trabalhar em prol do governo nos seus horários de descanso. Mas podem ser convencidos a fazer isso, como uma contribuição para o fortalecimento do governo que lhe emprega. Aliás, devia partir dos servidores em cargos de confiança esta intenção de proteger seu emprego, divulgando espontaneamente as ações do governo a quem serve.

Acho um absurdo o governo Galileu Machado ser criticado nas redes sociais, e servidores comissionados não o defenderem. Será porque quem cala consente?

 Ele pode, o outro não

 O ex-prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) foi muito criticado quando vendeu imóveis do município para fechar o ano fiscal do último ano do seu primeiro mandato, de 2009 a 2012. Embora o ex-alcaide tenha comprado também muitos imóveis durante sua administração (o móvel onde hoje está construída a nova sede da Prefeitura Municipal foi um deles), só ficou para a população a lembrança dos imóveis que vendeu.

 Agora, é o atual prefeito Galileu que venderá imóveis da prefeitura a fim de garantir recursos para construir unidades de saúde. Segundo comunicado da Prefeitura, Galileu encontrou uma maneira para garantir a construção de sete novas unidades de saúde em Divinópolis. Os recursos virão da venda de lotes vagos pertencentes ao Município.

 “A Prefeitura tem dezenas de lotes em todos esses bairros onde serão construídas as unidades de saúde. O que vamos fazer é leiloar alguns, mas com o dinheiro carimbado para a obra, ou seja, este não pode ter outra destinação”, disse o prefeito. Mais ou menos a mesma desculpa que o ex-prefeito deu.

 Minas Gerais com nome no SPC

 Além de deixar um déficit financeiro nos caixas de Minas Gerais, que pode chegar a cerca de R$ 30 bilhões, a gestão de Fernando Pimentel (PT) deixou que o Estado ficasse em uma espécie de “SPC”.

 Explico

 No ano passado, a União cobriu o calote de R$ 553,1 milhões dado pela administração mineira em dois empréstimos. Por conta dessa “ajuda”, o governador  Romeu Zema (Novo) está impedido, até agosto deste ano, de contratar operações de crédito com o governo federal como “fiador”, mesmo que a quantia já tenha sido devolvida pelo governo de Minas Gerais.

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