É o Rafael ou não é?

O mistério em torno do nome do sucessor de José Alonso, na pasta de Desenvolvimento Econômico e Turismo, continua. Há especulações de que o empresário Rafael Nogueira, dono da Sefor, substituirá o novo assessor Especial de Governo. Ao que tudo indica, o empresário foi sondado pelo Executivo há algumas semanas e, em entrevistas, Rafael já sinalizou que assumirá o cargo, caso o prefeito Galileu Machado (MDB) concorde. O empresário, que já foi presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Divinópolis, “pediu benção” para os dirigentes de entidades da cidade e parece que todos concordaram. Além do suspense de quem assumirá, há uma grande expectativa de que o sucessor de José Alonso traga grandes investimentos para Divinópolis e saiba “costurar” bem uma política que fortaleça a economia da cidade.

Sensato... 

Antes mesmo de assumir o cargo, Rafael se mostrou sensato em algumas entrevistas. O empresário disse que seu foco será a geração de emprego e renda, e que a eleição não pode ser barreira do tempo para o desenvolvimento da cidade. Pois é, antes de entrar para a política é assim mesmo, tudo são flores e uma linda utopia. Quando se está lá dentro, aí é que a coisa muda. Antes mesmo de assumir (caso assuma), é bom o empresário colocar os pés no chão e saber que onde há política as coisas “não andam”, não evoluem, a não ser que tenham muita força de vontade. E Divinópolis, em especial, parece ter muitas “forças ocultas” trabalhando para que a cidade fique parada no tempo, nessa barreira, que também pode ser chamada de eleição.

Ah, o IPTU...

De 2017 para cá, a revisão da planta de valores do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) virou uma novela. O negócio já rendeu processo para jornalista, pedido de impeachment do prefeito Galileu, instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e, no fim das contas, virou foi palanque eleitoral. Empresários e representantes sindicais que em 2017 eram contra a revisão da planta de valores, hoje são a favor. A coisa virou um “bota casaco, tira casaco”. E, para o delírio da galera, o presidente da Câmara, Rodrigo Kaboja (PSD), prometeu botar a pauta em votação na volta do recesso parlamentar. Bem, amigo, haja coração para aguentar esse “Vale a Pena Ver de Novo”. Já pegaram suas pipocas? Não? Então peguem, porque se o primeiro semestre deste ano fechou com a instauração de uma Comissão Processante, que pode resultar no impeachment de Galileu, “O Retorno do IPTU” vai render muito mais dramas. Mas isso é só 2019 sendo 2019.

Falta noção

Dizem por aí, nos corredores da Câmara, que um vereador solicitou que a “Comissão da Assistência Social, Mulher, Igualdade Racial, Direito da Criança e do Adolescente, da Pessoa Idosa e com Deficiência” chamasse um cidadão comum, desafeto deste parlamentar, para prestar depoimento sobre um suposto cometimento de violência doméstica. Mas dizem também que o ato foi negado, pois, caso a Comissão ouvisse a pessoa, ela teria que ouvir metade de Divinópolis também, afinal, quantos homens na cidade não respondem por violência doméstica? Será que falta um pouco de noção por parte dos parlamentares? E usar o Poder Legislativo para benefício próprio não seria crime? Alô, Nossa Senhora do Povo Sem Noção, manda um pouquinho para a Câmara, porque parece que está faltando.

Ansiedade

Depois que o Marcelo Máximo de Morais, o Marreco, ex-aliado do prefeito Galileu, mostrou aqueles áudio para Deus e o mundo no ano passado, a moda pegou e agora ninguém quer conversar mais no telefone, a não ser via WhatsApp. Dizem por aí que tem vereador que não atende ligação nem a poder de reza. Não tem aquele ditado: quem não deve não teme? Então!

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