O comércio não pode ser utilizado como vitrine de conscientização da população, critica presidente da CDL

Para entidade, 2 mil postos de trabalho em risco

Da Redação

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Divinópolis e futuro secretário de Desenvolvimento Econômico, Luiz Angelo, criticou a regressão de Divinópolis para a onda vermelhar do programa estadual Minas Consciente. Segundo a entide, embora os prestadores de serviço estejam "seguindo todos os protocolos", terão que baixar as portas, "colocando em risco não só a economia da cidade, mas também cerca de 2.000 postos de trabalho formal".

— Com a decisão, fica suspenso o atendimento presencial ao público em estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços colocando em risco, mais uma vez, a economia do município. Os efeitos são desastrosos para as empresas em virtude, principalmente, do fechamento da maioria dos estabelecimentos — argumentou a CDL.

Em nota, a classe empresarial cita os dados negativos desde o início da pandemia.

— Apenas entre abril e maio, período em que o comércio de Divinópolis ficou fechado e, posteriormente, funcionando em escala de revezamento foram perdidos 2.429 postos de trabalho, saldo ainda não recuperado. Mesmo após cinco meses de uma lenta retomada econômica, no mês de novembro, o município apresentou saldo negativo de 473 vagas de emprego formais — relatou.

Uma das preocupações, por exemplo, é que a cidade estará na onda vermelha e a Medida Provisória (MP) que permite a redução de jornada e salário dos trabalhadores, além da suspensão dos contratos de forma temporária, já não estará em vigor em 2021.

A CDL participa na próxima segunda-feira, 4, de uma reunião com a nova administração para "entender quais serão as próximas decisões".

A entidade também defende que os comerciantes têm seguidos "todos os protocolos e adotado as medidas sanitárias exigidas para prevenção à COVID-19 e não podem ser penalizados pela potencialidade de aglomeração em outros setores".

— O comércio tem seguido todas as medidas e protocolos exigidos e não há evidências de que o setor seja o responsável pelo aumento de casos de COVID-19 em nossa cidade. Não tivemos registro de nenhuma alteração nos decretos anteriores por parte do município ou da vigilância sanitária informando de estabelecimentos que não estejam cumprindo os protocolos. O comércio e prestação de serviços não podem ser utilizados como vitrine de conscientização da população — afirmou o presidente da CDL.

"A entidade acredita que o trabalho de fiscalização deve ser intensificado pela Prefeitura e reitera o compromisso de continuar trabalhando para que o comércio, no retorno das atividades, permaneça cumprindo o seu papel, adotando todos os protocolos sanitários para a prevenção à COVID-19", finalizou, em nota, a CDL Divinópolis.

 
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