'Nenhuma a menos' lança campanha de conscientização da violência contra a mulher no Pré-Carnaval de Divinópolis

Da Redação

Divinópolis se prepara para a realização do Pré-Carnaval 2020, que ocorre neste sábado, 15. O momento muito aguardado pelos divinopolitanos, que prometem encher a rua Pitangui e correr atrás do trio elétrico. E para que a festa fique ainda mais bonita, o respeito não pode ficar de fora. Na cidade, um grupo de mulheres criou um movimento que busca a valorização e defender o direito feminino. O “Nenhuma a menos” estará presente no evento e também vai movimentar as redes sociais com mensagens positivas e de apoio à causa.

O movimento surgiu do descontentamento de um grupo de mulheres com o caso de feminicídio registrado na cidade no fim de dezembro de 2019, quando uma jovem foi brutalmente assassinada pelo companheiro. Indignadas com os dados e o quadro de crimes de violência contra a mulher na região e no país, as jovens Laiz Soares, Ana Laura Mesquita e Daniela Teixeira decidiram criar o movimento para ajudar mulheres que se encontram nesta situação. Segundo uma das organizadoras do movimento, Laiz Soares, depois destes fatos, o grupo pensou que algo deveria ser feito antes que outra mulher perca a vida.

– A violência contra a mulher é um problema recorrente em todo o país. Existe uma cultura muito forte em nossa sociedade que favorece isso, que faz com que a agressão seja mais frequente do que imaginamos. Depois do chocante caso de feminicídio ocorrido em dezembro, pensamos que algo deveria ser feito, em vez de só lamentarmos. Então, decidimos agir pra conscientizar, levar conhecimento e ajudar outras mulheres a identificar este tipo de comportamento e a sair de relacionamentos  abusivos; pois muitas vezes elas não conseguem perceber que estas atitudes podem gerar risco para a vida delas e que o companheiro tem comportamentos que possam causar um ato mais grave e colocar sua vida em risco — explica.

A estreia do movimento acontece no Pré-Carnaval, mas, nas redes sociais, o grupo já movimenta um perfil no Instagram e já recebe apoio de pessoas engajadas na causa. O perfil @nenhumamulheramenos vai trazer informações sobre o tema, a fim de alertar e conscientizar a população sobre o assunto.

– As informações que o projeto fornece buscam explicar para as mulheres como ocorre o processo de um relacionamento abusivo, que começa muitas vezes com agressões verbais e chantagens emocionais e termina na agressão física. A violência tem um ciclo específico e as mulheres precisam saber identificar quando isso está acontecendo para se protegerem. Também queremos fazer com que elas se sintam amadas, tenham mais amor próprio e força para sair destes tipos de relacionamentos que fazem mal. O projeto é também para que ela se sinta amada e acolhida — enaltece.

A ação que comemora a estreia do movimento acontece neste sábado, 15, na rua Pitangui. Durante a passagem dos blocos, participantes e colaboradoras do movimento estarão à disposição da população para ouvir qualquer questionamento ou relato de violência ou abuso contra a mulher.

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