Índices de atendimentos à gestante são baixos

 

Da Redação

Um problema na Saúde tem chamado a atenção de especialistas: o baixo número de atendimentos pré-natal à gestantes. Segundo o relatório da Região Ampliada de Saúde Oeste (RAS-Oeste), em apenas 5,2% das cidades, dos 54 municípios integrantes dessa divisão, 90% das gestantes realizaram sete consultas pré-natal, o mínimo estipulado. Outros 57% dos municípios da região apresentam pelo menos 80% das gestantes tendo concluído o número necessário de atendimentos.

Os técnicos da Regional de Saúde de Divinópolis, em encontro com professores e membros da diretoria da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), apresentaram dados sobre a situação na região Oeste. A Regional afirma que o encontro teve como objetivo “apresentar o diagnóstico da situação da mortalidade Materna e Infantil da Região Ampliada Oeste, para que Estado e Universidade possam desenvolver trabalhos que qualifiquem a atenção à gestante”.

Falha

De acordo com a Referência do Óbito da Regional de Saúde de Divinópolis, Nayara Dornela Quintino, há a necessidade de aumentar o número de consultas pré-natal, essencial para a prevenção de doenças durante a gestação.

— Esses dados sugerem falhas na assistência à gestante na atenção primária, evidencia-se a necessidade de rever as rotinas, protocolos e capacitação de equipe, pois é sabido que um pré-natal adequado pode prevenir ou detectar intercorrências precocemente, diminuindo riscos para mãe e filho — destacou Nayara.

O encontro visou não apenas a apresentação de dados, mas também elaboração de ações mais eficazes na área. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais (SES-MG), uma maior profissionalização dos médicos nesta área poderia ajudar a melhorar os índices da região Oeste.

— A universidade indicará dois integrantes para participar do Comitê Regional de Prevenção ao óbito Materno Infantil e fetal, bem como a inserção da abordagem da saúde materno e infantil nos currículos dos alunos de enfermagem e medicina, a organização de um simpósio e um curso de atualização a distância para profissionais dos municípios — informou.

Integração

Aos membros da UFSJ presentes, o superintendente Regional de Saúde de Divinópolis, Alan Rodrigo da Silva, declarou a importância da união entre o campus e o estado, no desenvolvimento de projetos.

— Esta integração com a Universidade é baseada na experiência de vocês no campo da saúde coletiva e dos projetos que já desenvolvem. Há muitas iniciativas da UFSJ e queremos ampliar isto para toda a região — disse.

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