‘Não existe farra durante a filiação’, garante Clube dos Servidores Municipais

Vereador Flávio Marra criticou o fato de funcionários terceirizados da Câmara e Prefeitura não terem acesso à instituição

 

Bruno Bueno

O Clube dos Servidores Municipais (CSM) garantiu, em ofício lido durante a 53ª Reunião Ordinária da Câmara, na tarde de ontem, que não existe “farra” durante o processo de filiação ao quadro social da instituição. O pronunciamento foi uma resposta ao vereador Flávio Marra (Patriota) que, na reunião anterior, afirmou que existe uma “farra do boi gordo” no clube.

— Não existe “farra do boi gordo” na filiação do quadro social. Há uma atuação restrita e documentada no estabelecimento e estatuto social. (...) Os critérios de filiação são claros. Existe uma comissão de sindicância que realiza essa fiscalização. Na verdade, é facultada a admissão de outras pessoas por vínculo temporário — afirmou o CSM em nota.

Críticas

Durante seu pronunciamento na última terça-feira, 31, o parlamentar criticou o fato de o clube não filiar profissionais terceirizados da Câmara e Prefeitura.

— Eu entrei na política para fazer justiça. (...) Algo que eu sempre achei injusto é os servidores públicos da Câmara e do Executivo terem acesso ao clube da Prefeitura e os terceirizados não. Estou protocolando esse ofício ao diretor para que ele responda por que esses funcionários não podem frequentar. Eles são diferentes por quê? Eles ganham pouco? — disse.

O parlamentar também pediu respostas ao diretor do clube, João Aparecido Ribeiro.

— Nós sabemos que no clube tem a farra do boi gordo. Se você patrocinar um time é fácil entrar como sócio. Gente da sua família cuida do administrativo, ganha altos salários e ninguém faz nada. Eu falei que ia falar, é uma questão de justiça! (...) Espero que você me responda, João. Estou aqui para representar a população e esses funcionários — falou.

CPI?

Por fim, Flávio disse que se o ofício não fosse respondido pelo diretor ele pediria uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades no clube.

— Se você não me responder eu vou encaminhar para o Ministério Público. Se não adiantar, vou pedir uma CPI para investigar todas as coisas erradas do clube. Tem muito caroço debaixo desse angu e eu não tenho medo de resolver. Converse com eles para resolver, se for o caso até realizamos uma audiência pública. É uma questão de justiça — explicou.

Falsas

No mesmo ofício lido ontem, o CSM lamentou o fato de, segundo a instituição, Flávio Marra ter se baseado em afirmações falsas.

— O inusitado e infeliz pronunciamento nos causou estranheza por ter vindo do vereador Flávio Marra, pessoa ilustre, que por certo agiu movido por informações inverídicas, levada por pessoas mal-intencionadas. Lamentamos profundamente que o ilustre parlamentar não tenha procurado se inteirar melhor no assunto para divulgar uma situação fácil de entender — salientou.

O clube também afirmou que o vereador não pode comparar o funcionário terceirizado com o servidor do Município.

— O parlamentar se equivoca ao equiparar o pessoal terceirizado ao servidor municipal, a quem o estatuto garante filiação ao conselho dos servidores municipais. O clube não é da Prefeitura, mas, sim, dos servidores do Município — falou.

Defendeu

O vereador Diego Espino (PSL), durante seu pronunciamento, criticou o posicionamento de Flávio Marra e defendeu o Clube dos Servidores Municipais.

— É um clube de excelência em Divinópolis que foi feito para atender os servidores municipais. Na semana passada foi colocado de maneira equivocada, por meio de um colega parlamentar, sobre o diretor, o clube e a gestão municipal. (...) Fica feio falar mal das pessoas, principalmente quando você tem o rabo preso para todos lados — disse.

O parlamentar também enfatizou algumas melhorias que, segundo ele, foram implementadas pela atual gestão do clube, presidida por João Aparecido Ribeiro.

— Ele colocou academia, pilates, alambrado. Reformou os vestuários, reestruturou o voleibol e o futevôlei, construiu a sauna e vestuário feminino. Colocou os pais acima de 60 anos como dependentes, instalou uma calibragem de pneus na portaria, construiu um bebedouro e muitas outras ações — afirmou.

Sem comentários

Mesmo com a leitura do pronunciamento do Clube dos Servidores Municipais (CSM), Flávio Marra não comentou, até o fechamento desta página, às 19h de ontem, a resposta enviada para a Câmara.







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