Último fim de semana sem futebol

Batendo Bola 

José Carlos de Oliveira 

jcqueroviver@hotmail.com.br

 

Vai chegando ao fim a maior chatice de fim de ano: os fins de semana sem jogos de futebol. Ano após ano é a mesma coisa, a temporada é encerrada, os jogadores entram de férias, e o torcedor fica sem sua maior diversão. Parece que o domingo não é mais domingo.

Mas, este suplício finalmente vai chegando ao fim. Este será o último fim de semana sem jogos oficiais, já que alguns campeonatos estaduais começam já a partir da próxima semana. O torcedor enfim terá a sua programação esportiva de todo sábado e domingo: torcer, sofrer e vibrar com seu time de coração.

Em Minas Gerais a bola já rola no meio de semana, dias 17 e 18, para a primeira rodada do Módulo I.

 MANGUEIRAS BRASIL 

Nova diretoria, novo pensamento 

Tem algo que não engulo, e nunca vou entender. E esta é a mania que muitas pessoas cultivam (em qualquer área da vida) de desvalorizar aquilo que seus antecessores tenham feito. Na política, então, é o cúmulo dos absurdos. Tem político que até manda derrubar pontes só porque foi seu adversário que construiu.

Também pudera, o dinheiro investido nas obras não era dele, e o povo que se lasque para cobrir novos investimentos. O que não fará é ser ele a inaugurar uma obra iniciada por seu adversário. Isto, nunca!

 Futebol

 E no futebol é a mesma história. Se a direção que toma posse não é da mesma linha política dos antecessores, é um deus nos acuda. É muita grana que desce pelo ralo, simplesmente para refazer algo que não precisaria nem ser tocado. É muita burrice para pouca cabeça.

 Sem explicações 

Vejam o que acontece agora no Cruzeiro. O novo presidente está mudando tudo no clube, em todas as áreas da administração. E deve mesmo ser assim. Ele tem que se cercar de pessoas de confiança, mas daí a mexer naquilo que estava dando certo vai uma grande distância. E é isto que ocorre agora, quando Wagner Pires muda tudo nas categorias de base do clube, tomando decisões que não se explicam.

 Medalhões

 Tudo bem que trocasse os diretores, o presidente estava no seu direito. Mas mexer com o maior patrimônio do clube, que são seus atletas vai uma grande distância. Agora mesmo, vemos que a nova diretoria está abrindo mão de jovens revelados no próprio clube para ir atrás de medalhões. Se este é o caminho, é algo a se ver apenas no futuro. 

Casos estranhos

 Tudo bem que busque os reforços que quer contar e abra mão dos atletas que acha ser o certo, mas tem alguns casos que merecem maiores explicações. Vejam, por exemplo, a situação dos jogadores Jônata e Careca, que estão simplesmente indo embora sem que o clube tenha nenhum retorno, simplesmente porque a atual diretoria assim pensa e quer.

 Precisa-se de um camisa 10 

Pelo início de trabalho de Oswaldo Oliveira na Cidade do Galo, fica claro que o time do Atlético para esta temporada terá uma nova cara. A aposta será em jogadores mais jovens, que usem acima de tudo a velocidade. O estilo “Galo doido”, de Cuca, que sufocava os adversários nos jogos em casa, será a tendência do time.  Verdade?

 Faltou em 2017 

Pelo menos é assim que pensa o presidente Sette Câmara. E em parte, ele tem razão. Foram os pontos perdidos em casa que comprometeram toda a temporada do Galo em 2017, e algo tinha mesmo que ser feito com relação a isso. Se a mudança de nomes era a solução, aí “já são outros quinhentos”.

 Farão falta 

Mas de uma coisa, a comissão técnica e a diretoria do Atlético podem ter certeza: a saída de Marcos Rocha e a ausência de um autêntico camisa 10 serão o maior problema do Galo. No meio, Cazares até seria a solução. Isso se ele resolvesse realmente levar a sério a profissão. Bola de sobra ele tem para isso.

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