'Janelas!'

Israel Leocádio 

Olá! Como vai? Tempos difíceis são os que estamos vivendo, não?! Alguém já disse que deveríamos nos preparar para um “tempo normal diferente”. E, realmente, tem sido diferente. Parece que enfrentamos um “dilúvio”, uma “inundação interminável” de situações adversas. É como se as águas revoltas subissem sem parar, fazendo suas vítimas. O que me fortalece, diante de tudo isso, é a fé. O homem sem fé naufraga. A fé é fundamental. É preciso crer! Eu, à semelhança do personagem da Bíblia que enfrentou a maior catástrofe da humanidade, Noé, decidi crer em Deus e em sua Palavra. Ainda que para alguns pareça tolice (tiveram a mesma opinião sobre Noé!).

Estive meditando sobre esse personagem incrível, nestes dias. Imaginando como tudo aconteceu em sua vida. Como ele confiou na promessa de Deus de destruição e como também confiou na promessa de Deus de salvação de sua família. A fé é realmente algo que coloca o homem em outro nível, capaz de realizações extraordinárias. A fé é motivacional. Quem crê não se abate frente às dificuldades; antes, por crer, busca colocar-se em ação. E foi o que aquele homem fez. 

Agora, pense comigo: Noé construiu uma imensa caixa flutuante, completamente rústica, com materiais bem improvisados. Deus não deu a Noé um projeto de um navio. Não era algo projetado para navegar, mas para boiar. E foi o que a arca fez: boiou à deriva, não conduzida pelo vento (porque não possuía velas), mas conduzida pelo próprio mar. Ou seja, a arca era conduzida pelo fluxo das águas, pelas marés. Posso dizer que a arca “flutuava dentro do fluxo da tempestade”. Isso é impressionante! Assustador! E foi assim. O relato bíblico do livro de Gênesis diz que “o Senhor fez soprar um vento sobre a terra” e, à medida que as águas baixavam, a arca encontrou lugar seco (Gênesis 8.1-13). Sempre que imagino a situação vivida por aquela família, penso na arca como um “esconderijo”, não como um navio de cruzeiro. Em outras palavras, Noé enfrentou o dilúvio, mas escondido – e foi salvo. Porque era aquele um esconderijo preparado pelo Altíssimo.

Então, estou falando de fé, tempestade, enfrentamento e lugar para se esconder. Tudo isso caberia bem no contexto do que estamos enfrentando em nossos dias. Quero acrescentar um detalhe para nossa reflexão. No relato diluviano, Noé (ao perceber que as águas haviam baixado) soltou aves, através de uma “janela” que havia feito na arca (Gênesis 8.6). Este detalhe é importante. Para mim é o detalhe que muda a condição emocional em que Noé e sua família entraram na arca. Principalmente, a condição emocional com que enfrentaram o confinamento. Porque aquela “janela” é uma clara evidência de que havia esperança de um fim de toda turbulência. Pois que, por existir uma janela, isso apontava para “um ponto de observação” do andamento das coisas fora da arca. Aquela janela era o lugar mais observado! Dali podiam ver a tempestade, a ausência de luz, o caos. Mas também podiam ver o fim da tormenta, a luz do sol. Isso fala de esperança! 

Então, falando de fé, tempestade, enfrentamento da tormenta e esconderijo, afirmo: não viva a vida sem construir janelas! É um princípio de Deus. Deus nunca nos incentiva a falta de esperança! O projeto da arca de Noé retrata essa verdade. O Senhor queria que todos naquela arca tivessem um “ponto de observação” que gerasse esperança. Logo, digo a você: não viva como quem está em um lugar sem janelas. É preciso enfrentar a vida com esperança.

Estamos “todos” escondidos de um inimigo comum. São poucos os que se lembram de ter esperança. Convido você a criar “janelas” em sua alma. Janelas que se abram para fé, para vida, para confiança, para alta autoestima, para um momento de calmaria. Para que isso seja possível, você precisa decidir mudar seu pensamento. Faça como Noé: acredite que a tormenta passará e observe a janela da fé. Em breve ela nos trará boas notícias

 

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