Janeiro Branco: a necessidade de evidenciar a saúde mental

Um dos objetivos da campanha é destacar a necessidade de relações pessoais mais saudáveis

Da Redação

A campanha “Janeiro Branco” pode ajudar o mundo a ser um lugar melhor. Esta é a frase principal do site do projeto “Janeiro Branco”, inspirado no “Outubro Rosa”, mas que pretende trazer conscientização sobre a importância do cuidado da saúde mental. A Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos anos, vem alertando para a necessidade de políticas públicas para o combate às doenças mentais como ansiedade e depressão, mas também para outros fatores, como o suicídio.

O “Janeiro Branco” traz reflexões acerca da vida dos indivíduos, sobre a forma com que cada um tem lidado com as pressões diárias ou com os relacionamentos pessoais. A campanha não visa mobilizar apenas as pessoas que sofrem com algum tipo de doença, mas chamar a atenção para o fato de que a sociedade precisa se reinventar e propor novas relações mais saudáveis para a mente.

Durante todo o mês de janeiro, psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais e demais profissionais da saúde realizam ações para esclarecer os perigos da falta de cuidado às questões emocionais.

Objetivos

A campanha está estruturada em cinco objetivos que ajudarão na conscientização da sociedade. São eles: fazer do mês de janeiro um espaço temporal para realização de ações de conscientização e reflexão; chamar a atenção para os problemas emocionais em toda a sociedade; aproveitar a simbologia do mês de janeiro, primeiro do ano, para incentivar as pessoas a pensarem acerca de suas vidas; mobilizar as mídias, instituições sociais, iniciativa públicas e privadas para a premência de ações que visem à melhoria da qualidade de vida e consequentemente a saúde mental; e contribuir de maneira decisiva para a construção da cultura da saúde mental.

Saúde Mental

A expressão “saúde mental” foi relacionada ao fator qualidade de vida por volta de 1950, pela OMS. Isso quer dizer que, a partir daí, saúde não é apenas a ausência de doença, mas o equilíbrio perfeito entre as condições próprias do humano (biológica, psicológica e social). Assim, tem-se uma dimensão da importância de se debater formas práticas para a sociedade cuidar da mente.

O psicólogo Luís Henrique Novais esclarece que a saúde mental é uma construção.

— Não existem "receitas miraculosas" para uma saúde mental. O que podemos perceber é que, inicialmente, a saúde mental perpassa por um processo de homeostasia (equilíbrio) entre a relação corpo e mente diante de projetos e perspectivas. Este equilíbrio pode acontecer desde a resolução de questões pendentes do passado, que anteriormente causavam desequilíbrio, seja pessoas, relacionamentos ou trabalho — explica.

O psicólogo também afirma os benefícios de práticas que visam ao acompanhamento da saúde mental.

— O processo terapêutico pode ajudar e muito, pois pode trabalhar diante uma demanda trazida pelo paciente ou então na busca de um acompanhamento terapêutico diante processos de mudanças da vida. Assim, a terapia contribui como uma ferramenta, em que questões que causam angústias, medos e inseguranças podem ser trabalhadas e beneficiar o paciente a encontrar para ele mesmo a sua qualidade de vida e também seu equilíbrio em saúde mental — finalizou.

Um dos cinco objetivos da campanha é a mobilização das mídias para evidenciar que saúde mental é coisa séria, que impacta diretamente nas diversas outras áreas da vida social. Nesse sentido, o Agora preparou uma série de reportagens que abordam saúde mental e maneiras de alcançá-la.

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