Água forte

MAIS QUE PALAVRAS
“ÁGUA FORTE”

Israel Leocádio

Olá! Como vai? Hoje inicio meu texto contando uma história pessoal, que divido com todos que, de alguma forma, se identificarem com ela. Pois que, é uma história diferente da sua, nos detalhes, podendo ser igual na essência. Irei falar de uma mulher. Darei a ela um codinome. Irei chamá-la por um nome hebraico, que fala de realeza e pessoalidade. Assim, proponho uma identidade verdadeira a todas as mães e que todos podemos pegar emprestado. Irei chamá-la de ‘minha princesa’ (hebreu – Sarai), até revelar seu verdadeiro nome. Contudo, é assim também que a vejo. Espero que você também!

‘Minha princesa’ não é hebreia. É nordestina. Mais precisamente, pernambucana. Mulher linda, de aparência “tropicana” (como disse Alceu Valença, igualmente pernambucano), “de pele macia e carne de caju.” Carrega em sua natureza algo que acredito ser comum às mulheres que dão à luz e fazem da maternidade um sacerdócio. Ela é forte! Convivendo com ela não consigo perceber por que chamam a mulher de ‘sexo frágil’. Sinceramente! Como podem ser frágeis aquelas que suportam nove meses de gravidez; que, mesmo grávidas, trabalham em jornada dupla (em casa, às vezes, mais que no trabalho externo); que perdem sangue todos os meses e não ficam anêmicas, nem deixam seus afazeres; que sentem a dor do parto e sorriem ao ver o rostinho causador do sofrimento; que participam da maior parte das nossas vidas; muitas abrem mão de benefícios pessoais, para não perder os momentos especiais dos filhos? Como podem ser frágeis, se trabalham deprimidas e mantêm a rotina exaustiva das tarefas femininas em uma sociedade ainda machista? Em nada são frágeis! Em nada são fracas! Em nada são menores! As mulheres se agigantam para proteger a prole. As mansas mulheres tornam-se leoas. Se os pais matam um leão por dia para sobrevivência da família, as mães são leoas imortais em sua tarefa. Pergunto a você: Somente minha “Sarai” é assim?! Nascidas em qualquer parte do mundo, as mães são iguais em força e determinação em sua missão.

A grandeza de ‘minha princesa’ não está expressa em sua estatura e traços belos. Explico: nasci em casa. O parto foi feito por amigas que estavam com ela naquele momento. Se tinha que ser forte, sendo surpreendida por minha vontade de nascer, precisou de forças extras. Em razão do nascimento adaptado, fui internado. Houve complicações, permaneci no hospital mais tempo que o esperado. Agora, não só ela teve que buscar forças para cuidar de dois irmãos, bem como fora ‘enfermeira de plantão’. Intercessora incansável, pedindo a Deus por minha vida. Bem, vocês perceberam que o esforço dela deu resultado.

As “princesas” de cada um de nós têm seu lado de heroísmo. São todas fortes e corajosas. Incansáveis e resilientes. Preocupadas e atenciosas (às vezes, até além da medida!). Será que não é comum a todas as mães? Joquebede, mãe de Moisés, não aceitou um decreto real, e escondeu seu filho; depois, achou uma estratégia para salvá-lo. A mãe de Natanael o escondeu do exército de Herodes, para não ser morto. Maria, arriscou sua dignidade para gerar Jesus. Não importa estatura, força ou desafio. As mães de fato não fogem à luta.

No mundo, recebem um título em comum, porém, ditos de maneira diferente. Em língua portuguesa são “Mães”. Em língua inglesa “Mother”. Em árabe “‘Umi”. Porém, seja qual for a língua, mãe é o primeiro som que ouvimos quando crianças – que remete a segurança.

Em especial quero ressaltar o termo em hebreu para ‘mãe’, que é ‘Em’ (em hebraico antigo). O termo hebraico é formado de duas letras: A primeira (alef) significa força e a segunda (mem) é água. O povo hebreu costumava colocar couro de animais em água fervente para fazer ‘cola’ ou ‘em’. Então, mãe é sinônimo de ‘cola’. No contexto hebraico antigo, as mães eram responsáveis por manter a família unida. Por isso, um texto bíblico diz: “A mulher sábia edifica o lar. Mas a tola destrói”.

Como não lembrar delas? Como esquecer as noites perdidas de sono que tiveram para cuidar de nós? Como não lhes dar honras? Antes, devemos respeitá-las e homenageá-las! Como esquecer delas? Não podemos nos esquecer. Tampouco deixar a história que vivemos com essas mulheres espetaculares cair no esquecimento, nem apagar de nossas mentes, pois que, são nossa história. Não existiríamos sem elas.

As mães têm muitos nomes. Mas, podemos chamá-las por um nome: Amor. As mães têm vários títulos. Mas, de todos podemos destacar um – Valentes. Todas as mães, com todos os nomes, com todos os tons de pele, são iguais na paixão, na entrega, no carinho e na alma.

Ao lembrar de minha mãe, desejo lembrar de todas. Ao valorizar minha história com minha mãe, valorizo todas. Sintam-se homenageadas porque temos orgulho de sermos teus filhos.

A minha mãe Hicleides, com carinho!

Feliz dia das mães!
Israel Leocádio

A TODAS AS MÃES QUERIDAS

Waltensir Leocádio

Esta palavra – mãe – é muito mais
do que apenas título. É ternura,
é puro amor, que para sempre dura,
como no mundo não se vê iguais.

O amor de mãe tem bênçãos divinais
dadas por Deus à humana criatura,
e, delas, vai às gerações futuras,
até chegar aos tempos eternais.

Todas as mães merecem honraria,
porque são cheias de sabedoria
e devem ser, por nós, reconhecidas.

Neste segundo domingo de maio,
fazendo uma oração com fé, eu saio:
“Deus, abençoe todas as mães queridas!”

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