'Fico triste de não termos ninguém do grupo LGBTQIA+ na Câmara', diz Lohanna

Vereadora afirma que espaços políticos devem ter mais representatividade

Bruno Bueno

A vereadora Lohanna França (CDN) demonstrou apoio à comunidade LGBTQIA+ durante a 41º Reunião Ordinária da Câmara Municipal dos Vereadores, ocorrida na tarde desta terça-feira. Em discurso na tribuna livre, a parlamentar afirmou que fica triste pela falta de membros do grupo — que representa gays, lésbicas, bissexuais, transsexuais, queersexuais, interssexuais, assexuais e outros genêros — no Legislativo.

— Ontem foi Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. Eu não integro nenhuma dessas letras. Sou cis e heterossexual, mas fico triste por não termos ninguém do grupo na Câmara Municipal. A gente precisa que os espaços políticos sejam retrato da sociedade. Precisamos olhar pra Câmara e ver negros, mulheres trans e homens gays. Precisamos ver nos espaços o que vemos na sociedade — disse a vereadora.

Recordista

A parlamentar reforçou que o grupo é recordista de mortes no país.

— Nós temos um espaço pouco representativo. Os espaços políticos tem, na sua grande maioria, a presença de homens cis e brancos. As mulheres são apenas 15%. Como esse parlamento não tem alguém do grupo, eu digo que vocês podem contar com meu mandato. O grupo é recordista de mortes no mundo inteiro. O Brasil é o país com mais mortes de pessoas LGBTQIA+. Isso não faz sentido, não tem condição de existir. É um absurdo —

Criticou

Lohanna também criticou as pessoas que afirmam que deve existir o "Dia do Orgulho Hetéro".

— Vocês já viram alguém que já foi morto ou apanhou por ser hetéro? Que já foi expulso de casa? Não conseguiu um emprego? Eu nunca vi isso, mas com gays, lésbicas e outros membros do grupo LGBTQIA+ isso é frequente. Eu convido cada um de vocês para pensarem nas próximas eleições. As pessoas tem que estar representadas no poder, precisamos eleger mais pessoas.

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