“Canto Negro” tem direção de Túlio Mourão

 

Jorge Guimarães

O compositor, pianista e arranjador divinopolitano Túlio Mourão está na direção musical de um espetáculo musical no Rio de Janeiro, o “Canto Negro”. O show, que faz curta temporada no Armazém da Utopia, da próxima quinta a domingo, busca resgatar do silêncio a voz por cinco séculos sepultada, ouvir a voz das senzalas, dos quilombos, das favelas, vozes de novos Zumbis e de novas Dandaras, que lutam diariamente pelo empoderamento da população negra.

Convidados

O espetáculo conta com Fabiana Cozza, Maurício Tizumba e Sérgio Santos, atores, cantores, bailarino e seis músicos com direção musical de Túlio Mourão. É um grande show espetáculo gratuito, mas com uma cota de ingressos que será disponibilizada, por ordem de chegada, no dia do evento.

Túlio

O exercício e a vivência como premiado autor de trilhas sonoras lhe permite criar temas que estão muito longe de meros pretextos para improvisação. O pianista exercita um perfil mais brasileiro e rítmico através de uma estimulante dinâmica entre a mão esquerda e direita, resultando em uma síntese batizada de jazz mineiro.

Mineiro de Divinópolis, Túlio Mourão é protagonista de uma rica história dentro da música brasileira. Integrou a banda Mutantes na fase do rock progressivo e, em seguida, esteve na banda de artistas como Milton Nascimento, Maria Bethânia, Chico Buarque, Ney Matogrosso e Fagner.

Parcerias

Suas canções têm parceria com Milton Nascimento, Adélia Prado, Fernando Brant, Márcio Borges, Ronaldo Bastos, Abel Silva e outros.  Foram gravadas por nomes como Milton Nascimento, Maria Bethânia, Nara Leão, Ney Matogrosso, entre outros. Merecem destaque a gravação das músicas ''Depois da paixão", com o guitarrista Pat Metheny, e “A primeira estrela”, pelo saxofonista americano Bob Berg, em uma produção assinada por Chic Corea e participação  de músicos notáveis como Steve Gad, Victor Bailey e Gil Goldstein.

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