‘A tendência é piorar’ diz meteorologista sobre clima em Divinópolis

Rafael Camargos 

Se as temperaturas do fim de semana foram quentes em Divinópolis e região, a tendência é piorar. E não há chuva que amenize a temperatura, pelo menos, por enquanto. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o céu deve permanecer entre claro a parcialmente nublado e sem possibilidade de chuvas. A umidade relativa do ar ainda continua baixa, mas aumentou 10%, em relação a apresentada na semana passada, tendo uma leve melhora. Saltou de 15% para 25%. Vale ressaltar que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é que ela esteja acima dos 60%.

Isso ocorre por conta da umidade que chega do mar, favorece ao aumento da nebulosidade e pode chover no Sul, Centro e Leste do Estado. A temperatura diminui um pouco nestas regiões mineiras.

Especialista

De acordo com o meteorologista Luís Ladéia, a circulação de ar subiu e houve a sensação de que viria chuva para a região Centro-Oeste no fim de semana, mas ocorreu um declínio e a tão esperada chuva não caiu.  

— Ainda não existe a possibilidade de chuva significativa para o Oeste, e pelo que mostra o relatório, a tendência é só piorar — comentou.

Hoje, 17, a passagem da frente fria no oceano juntamente com o ar quente e úmido que se encontra sobre o Sudeste gera a intensificação de áreas de instabilidade, as quais causam chuvas isoladas em forma de pancadas, principalmente no Sul e Leste de Minas. Baixos índices de umidade do ar são esperados para a região Oeste, no período da tarde.

Queimadas

Mesmo com a falta de chuva, parece que a população não se conscientiza e continua colocando fogo em lotes vagos e terrenos. Problema que já foi mostrado por este diário pelo menos duas vezes e, detalhe, há pouco tempo. Mesmo assim, a situação permanece a mesma, apesar do alerta e pedido de conscientização do Corpo de Bombeiros.

As queimadas sobrecarregam o trabalho na unidade que poderia estar em ocorrências mais graves. Grande parte dos registros é em lotes vagos, onde para acabar com a vegetação, as pessoas ateiam fogo e acabam perdendo o controle, fazendo com que as chamas se alastrem. Por isso, dependendo da situação do local, são empenhados aproximadamente quatro militares em cada ocorrência, para acabar com as chamas. Segundo informações da assessoria de comunicação dos Bombeiros, isso sobrecarrega os militares que estão no expediente. Aproximadamente 15.

— As chamadas de incêndio sobrecarregam porque quando temos um incêndio florestal, a demanda de militares é maior. Cerca de três a quatro bombeiros — explicou o assessor de  comunicação, tenente Boaventura.

Orientação

Para o tenente, a primeira coisa é não colocar fogo em lotes e não soltar balões. É importante também tomar cuidado com cigarros em áreas rurais e também com fogueiras em acampamentos.

— É importante evitar usar o fogo como fonte para queimar terrenos. Caso se depare com queimadas, denuncie no 193 — finalizou.

Saúde

De acordo com a otorrinolaringologista Larissa Macedo Camargo, a baixa umidade faz com que as mucosas dos olhos, da boca e do nariz fiquem ressecadas, favorecendo a atuação de agentes externos, como vírus e bactérias. As principais doenças que se manifestam neste período são as infecções das vias aéreas, como rinites, sinusites, pneumonias e asma.  

— Com a desidratação da mucosa, além da facilidade de aderência desses agentes externos, as células do sistema imunológico têm mais dificuldades de chegar às vias áreas. Então, o aporte de células de proteção é reduzido — finalizou.

 

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