‘A minha parte estou fazendo’, diz Gleidson sobre lotação da UPA

Imagens da unidade lotada viralizaram na internet; atendimento cresceu 40% em um dia

Bruno Bueno

A lotação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto ganhou mais um capítulo. Após diversas imagens que mostraram a lotação do local circularem na internet, populares cobraram explicações do prefeito Gleidson Azevedo (PSC). Por meio de suas redes sociais, o chefe do Executivo respondeu às críticas e disse que está fazendo sua parte para desafogar a UPA.

— Pessoal, está circulando um vídeo mostrando a UPA lotada. Colocamos cinco postos de saúde funcionando até as 22 horas para desafogar a UPA. E detalhe: todos estão vazios. A minha parte estou fazendo. Cinco postos de saúde estão funcionando até as 22h: Santo Antônio dos Campos, Sagrada Família/ Santa Lúcia, Planalto, Belvedere e Tietê — afirmou.

Viralizou

A polêmica começou no início da semana quando imagens da UPA lotada viralizaram na internet. Em uma das publicações, um homem mostra a fila de espera do local e cobra soluções dos vereadores.

— Depende da UPA não, viu? Se depender da UPA nós estamos ferrados. Vem pra UPA não porque aqui está tudo lotado. Vamos revoltar com isso aí, gente. Vamos cobrar dos vereadores porque está demais. Olha o tanto de gente que está esperando. (...) Está lotado. Olha o horário que já é, era pro pessoal estar em casa. Cheio de médico fazendo plantão. Vereadores, cadê vocês? —  disse.

A vereadora Lohanna França (CDN), representante da Comissão de Saúde, informou ao Agora que, na sua opinião, o aumento do atendimento da UPA acontece, por exemplo, pela falta de pediatras nos postos de saúde.

— O aumento da procura por atendimento médico no fim do ano acontece anualmente. Sabendo disso, é obrigação da Prefeitura cobrar um reforço no atendimento da UPA, prevenindo noites lotadas como as dos últimos dias. Ninguém procura a UPA na madrugada porque é gostoso: procuram, por exemplo, pela ausência de pediatras nos postos de saúde (inclusive nos tão propagados postos do Saúde na Hora, que funcionam até as 22 horas). Sem adequar essa realidade, a situação não vai melhorar — pontuou.

Aumento

Coube à Prefeitura, por meio da assessoria, esclarecer a situação. De acordo com o Executivo, a unidade registrou um aumento no atendimento de 40% durante a segunda-feira. O número chegou a 375 no período, dado bem maior do que a média de 267 atendimentos por dia durante o mês de dezembro.

Dos atendimentos realizados, cerca de 63,73% foram para a clínica médica, 5,6% para ortopedia, 5,3% para cirurgia geral e 25,9% para pediatria. 80% desses, conforme a pasta, são considerados não prioritários. 4,8% deles foram realizados em pacientes de outros municípios.

Cerca de 95% dos atendimentos foram resolvidos no local. No plantão noturno, segundo a pasta, seis médicos estavam presentes, sendo dois na clínica médica; 278 atendimentos foram realizados no plantão diurno, que ocorreu das 7h às 19h. O restante, 108 atendimentos, aconteceram no plantão noturno.          

Repercussão

A situação da UPA gerou opiniões diferentes de alguns populares. Em um dos comentários, por exemplo, uma internauta disse que sua experiência na unidade foi bem sucedida.

— No Natal levamos minha avó na UPA. Ela é uma senhora de 79 anos. Fomos muito bem atendidos. Ficamos lá por quatro horas em observação para ela tomar dois soros e os exames ficarem prontos. Médica superatenciosa, as enfermeiras, sempre conversando com a minha avó. E lá dentro tudo bem organizado e limpo. No tempo que estive lá não vi ninguém reclamando. A minha experiência com a UPA na sua gestão foi sensacional — destacou.

Outro comentário, em contrapartida, ressalta que a lotação da UPA é um descaso com a população.

— Já deixaram minha avó de 90 anos esperando três horas para ser atendida. Isso aí cada dia que passa está de mal a pior, recepcionistas mal educados e mal treinados para atender a população. Cleitinho, Gleidson, Josafá, Ney Burguer e Eduardo, vocês deveriam ver isso. É um descaso com a população. Até quando iremos ver essa situação? Entra ano e sai ano, nada muda na UPA — pontuou.

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